Sem sorte no jogo, feliz no amor
Hoje, ao conversar com um paciente, chegamos à imagem de uma corrida de cavalos, dessas que dependem de aposta, risco e acaso.
E me pergunto: será que é assim também no amor?
No jogo, confiamos na sorte, na estatística, no acaso que pode mudar tudo em segundos.
Mas no amor… o que sustenta?
Não é dado pelo destino. Não é loteria.
Amar é escolha, é presença, é se arriscar, sim. Mas com entrega, e não apenas com fichas na mesa.
Talvez a sabedoria popular tente nos consolar: se não temos sorte em uma área, que tenhamos em outra.
Mas a verdade é que amor não se aposta: se constrói.
E, diferente do jogo, não se trata de ganhar ou perder, mas de permanecer, de sustentar, de se implicar.
Que esse sábado nos lembre disso:
O jogo pode acabar em segundos.
Mas o amor se mede no tempo que escolhemos ficar.
