Às vezes, o que nos paralisa não é a falta de desejo, mas o medo.

Medo de cair, medo de não dar conta, medo de se perder no caminho.

Hoje, numa conversa despretensiosa, ouvi uma história sobre uma mãe que sonha visitar os filhos em Sydney, mas sente-se prisioneira pelo pavor de voar.

O desejo existe. O amor existe. A vontade é imensa.

E, ainda assim, o medo a mantém no chão. Quantos de nós não vivemos assim?

Querendo atravessar oceanos, reais ou simbólicos, mas nos contentando com a margem segura, porque o medo parece maior que a coragem.

Mas quando a gente se permite arriscar, quando encara o voo… algo acontece.

O medo perde sua forma gigante, a coragem se expande, e a vida nos entrega uma recompensa: a liberdade de viver o que realmente importa.

Voar é sempre um risco. Mas também é sempre um encontro,  consigo mesmo, com o outro, com a vida.